“Afinal: a Final”

Por Marília Ruiz

O Corinthians despachou Itumbiara, Misto (MS), Atlético-PR, Fluminense e Vasco.
O caminho do Inter foi União (MT), Guarani, Náutico, Flamengo e Coritiba.
Chegaram à final da Copa do Brasil.
O primeiro jogo, no Pacaembu, acabou 2 a 0 para o Corinthians.
Duas semanas se passaram.
Jogadores (importantes) voltaram da Copa das Confederações.
Dirigentes saíram da toca para ganhar manchetes com DVDs, nhenhenhéns e respostinhas. Chatice.
Fato que o jogaço de hoje tem tudo para desbancar a primeira final como o melhor jogo do ano entre clubes brasileiros.
Os primeiros 90 minutos foram recheados de chances de gols, de futebol ofensivo… De jogo. SIM, JOGOU_SE BOLA. Que é o que interessa a quem paga ingresso, a quem assiste pela TV, a quem ouve pelo rádio, a quem compra jornal.
O Inter tem um elenco melhor do que o Corinthians. Claro que tem. Mas em campo, esse “melhor” está apenas (!?) no quadrado Guiñazú, D`Alessandro, Nilmar e Taison. O Corinthians, “pior” no papel, tem uma defesa melhor. O Corinthians “pior” é um time acertadinho. Um time calmo. Um time que sabe (parece) jogar até quando é/está pior. Mostrou isso em confrontos que o colocaram na final, ao lado do mega favorito Inter _mega favorito no balcão as apostas desde que a bola rolou em 2009.
A vantagem aberta na primeira metade da final é boa para o time de Mano Menezes. Claro que é.
É boa, mas não garante faixa no peito e taça na mala.
Só sorrisos, treinos secretos (secretos para quem, Deus meu?) e esperança nos pés fenomenais não conquistarão o tri para o Corinthians.
Só o golaço de Nilmar contra o Corinthians pelo Brasileiro (o gol mais bonito deste ano) também não é o suficiente para acreditar que os donos da casa farão os dois gols de diferença que precisam para ficar com o troféu.
E quem vai ficar com o troféu?
Não sou adivinha, mas sei que quem não ficar vai ter problemas para conviver com as sombras de Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo.

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